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  1. De Visita o " Homem Orquestra" versátil do Brasil

De Visita o " Homem Orquestra" versátil do Brasil

TEXTO TRADUZIDO DO JORNAL ALEMÃO

DIE RHEINPFALZ -

De visita o “Homem Orquestra” versátil do Brasil

Um conterrâneo do Pastor Hans Wendt que está por motivos de estudo em Waldsee e Neuhofen. Neuhofen. É possível, que um único homem possa tocar sete instrumentos musicais ao mesmo tempo, substituindo assim uma orquestra toda? Nosso correspondente teve a oportunidade de conversar com este fenômeno musical e escutar sua música, toda tocada sem notas musicais. Este fenômeno surgiu a partir de uma situação de apuro da vida dele. O “Homem Orquestra, como é chamado em sua pátria Brasil, se encontra há alguns dias com a esposa em Waldsee, junto ao pastor protestante, Pastor Hans Wendt, que também é nascido no Brasil e que está em Waldsee por motivos de estudo. O “Rheinpfalz” relata sobre isto com minúcias.

Heinrich Ubel nasceu em 1906 na pequena localidade de Teutônia, no município de Estrela no Estado do Rio Grande do Sul. Primeiramente trabalhou como agricultor numa propriedade de 72 hectares (Morgen), que hoje é administrada por seu filho. Já aos 15 anos ele tocava no bandoneon para festinhas de todo tipo. Tanto problemas na propriedade, como de saúde, com três cirurgias, obrigaram-no a procurar por nova solução de vida.

 Foi aí que começou a desenvolver sua idéia fantástica. Mas somente após 15 anos de anos de sofrimento ele apareceu em público com sua invenção. Esta orquestra original, montada a seu gosto, foi melhorada ao correr dos anos sempre mais. Ele traz a melodia com um instrumento e o acompanha com seis outros, num manuseio bem diferenciado. Com uma mão ele coloca os dedos no bandoneon, com a outra toca as notas baixas do bandoneon e com o polegar puxa o pistão (corneta). Com a boca toda, a corneta, gaita de boca ou flauta. Com o queixo e o nariz ele gira a roda da harmônica, para encontrar a tonalidade correta para a melodia que está tocando. Com o joelho esquerdo ele toca no ventilador da Harmônica-piano, e com o pé esquerdo ele bate o tambor, os pratos e um tambor pequeno.

Para descrever tudo, o espaço aqui não seria suficiente. Ainda merece ser citado, que ele consegue tocar todo tipo de acordes com os pés. No Brasil é motivo para comentários positivos com suas apresentações, no rádio, televisão ou outros eventos, e cartas de reconhecimento de várias agências musicais e autoridades, artigos de jornal. Assim por exemplo esteve nas festividades de 400 anos da cidade de São Paulo e foi a conversa do dia. Ele veio para a Alemanha, para conhecer a pátria de seus antepassados. Seus avós emigraram do Hunsrück e Westfália.

Seu desejo na Alemanha é, de melhorar a construção de seu invento, já que no Brasil não encontrou esta possibilidade. Ele planeja substituir as paredes externas da caixa de música por material transparente ou vidro-plexi, para que o público também possa acompanhar os movimentos e as dificuldades das mãos. É claro, também está disposto, se possível, aparecer na televisão alemã e no rádio, bem como em outros eventos.


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