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  1. ALEMÃO-BRASILEIRO FAZ MÚSICA PARA UMA ORQUESTRA TODA

ALEMÃO-BRASILEIRO FAZ MÚSICA PARA UMA ORQUESTRA TODA

TEXTO TRADUZIDO DO JORNAL ALEMÃO.

ALEMÃO-BRASILEIRO FAZ MÚSICA PARA UMA ORQUESTRA TODA.

 Semana contemplativa-alegre da Comunidade religiosa protestante no salão do Bar “Zum Wilden Mann”.

 A comunidade religiosa protestante havia convidado no Dia de Ação e Graças no salão de um bar “Zum Wilden Mann”. O lucro desta noitada foi destinada à Fome no Mundo (Hungernden der Welt). No centro desta noitada, que foi aberta com uma entrada do coro de trombones, estava uma atração bem peculiar. De várias maneiras já havia sido escrito na imprensa sobre isto, mas ninguém podia imaginar o que era.

Um agricultor brasileiro, proprietário de uns 80 hectares de terra, filho de imigrantes alemães adoeceu gravemente. Ele já se dedicara muito cedo à música e havia tocado em festas familiares e locais, assim como nós o conhecemos dos músicos da Pfalz. No seu período de recuperação uma fantasia se tornou uma idéia e ela não abandonou mais o agricultor Uebel. Ele se dizia, que tinha que ser possível, que uma pessoa tocasse não só um instrumento, mas outros mais de feitio bem diferente, ao mesmo tempo. A ideia havia nascida, agora precisava se tornar realidade.

Cinco instrumentos este “Gênio Musical” construiu até agora e este quinto instrumento ele apresentou em Schifferstadt e com explicação tocou cada um dos instrumentos e todos juntos em orquestra. Havia gaitas de boca, que eram trocadas em ritmos rápidos, havia o trompete, a flauta, um clavicord, e uma gaita, o tambor e ...e de apresentação a apresentação a dificuldade aumentava no controle da mecânica e dos instrumentos. E quando ainda foi acrescido o violino e por fim ainda o violoncelo, uma orquestra inteira tocada por um único homem pode ser ouvida. Tudo foi executado com maravilhosa leveza e harmonia, sem erros. Era quase inacreditável que isto realmente pudesse ser possível e a gente procurava alavancas ou coisa assim sem êxito. Cada instrumento foi executado separadamente e ao mesmo tempo junto com os demais.

Sem dúvida um milagre e um gênio que não somente inventa um instrumento destes mas que também tem a habilidade de tocá-lo. Isto ninguém consegue imitar tão facilmente do agricultor Uebel e não é de admirar, que Rádio, Wochenschau e televisão ficaram atentos a esta pessoa. Como pessoa, o Sr. Uebel é muito humilde. Ele conta meio envergonhado, que ele precisou ensaiar por 15 até 20 anos algumas das peças musicais até que estivessem à altura de serem apresentadas. Ele ainda tem grandes planos para o futuro. No momento ele está em comunicação com algumas firmas que lhe querem proporcionar a ampliação de seu programa, de modo que ele esteja apto a tocar em 11 a 12 instrumentos ao mesmo tempo. Inacreditável, alguns dirão, mas quem viu e ouviu, não pensa em algo impossível. Não há nenhum músculo que não esteja atuando quando toca. Os pés servem ao mesmo tempo três instrumentos, isto é, os dedos dos pés (artelhos), a parte de baixo do pé e as costas do pé. Os joelhos dirigem o clavicord e fazem ao mesmo tempo vento para o bandoneon. Os dedos da mão direita tocam, os dedos da mão esquerda tocam e os dois polegares e costas da mão, até o cotovelo que fica livre, é aproveitado ao tocar. Isto foi, pelo que Pastor Dreyer disse, algo que não se vê todos os dias.

 Nos intervalos Pastor Wendt, também um brasileiro de origem alemão, atualmente residindo em Waldsee fazendo um estudo de pesquisa para sua igreja, narrava de forma alegre e contemplativa sobre terra e povo no Brasil. O dialeto da Pfalz e do Hunsrück eram explorados, a gente via em pensamento todas as pessoas na sua frente, os viajantes (Musterreiter), que narravam como Münchhausen, o pai feliz, que veio pedir ao pastor para fazer o batismo da criança e que não sabia o nome e da data de nascimento de seu filho, e que cavalgou 36 quilômetros ida e volta até que tivesse todos os dados, até o nome da vizinha, que deveria ser madrinha. Estranho, quando no Brasil um negro se encontrava com um branco, quando este desembarca do navio e o primeiro o cumprimenta como conterrâneo e pensam que ele deveria estar preto assim por causa dos anos ao sol, e que estariam assim também em pouco tempo, e que numa briga no bar o negro diz ao agricultor de língua alemã: “Mer daitsche Buwe müssen sammehalte”!

O público presente deixou a desejar, mas a atenção e o silêncio no salão trouxeram uma atmosfera agradável. Foi uma noite da Comunidade bem diferenciada, que permanecerá ainda por longo tempo na lembrança.


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